Ramon Kayo

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Entusiasta dos pequenos negócios, mantém um pequeno negócio de desenvolvimento de sites e um espaço de coworking. Compartilha ideias de como ser mais criativo e produtivo.

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O que é MVP (produto mínimo viável)?

Entenda como esse conceito do Lean Startup acelera o desenvolvimento de um produto

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MVP é a sigla para Minimum Viable Product, isto é, Produto Mínimo Viável. O MVP é uma versão protótipo de um produto que serve para testar o modelo de negócios de uma empresa.

Quando você tem uma ideia de um negócio, você tem basicamente duas opções: ou você passa meses projetando e investindo dinheiro ou você constrói uma versão simples para entrar logo no mercado e começar a aprender o quanto antes sobre o seu produto. A segunda opção é o que chamamos de MVP: um produto que contém somente as partes mais centrais do projeto e que deve ser feito com a maior velocidade, menor esforço e menor custo possível.

Para criar um MVP, o primeiro passo é definir a sua proposta de valor, isto é, o que você quer solucionar com o seu produto. A partir daí, você deve identificar quais são as características mínimas que o seu produto deve ter para entregar a proposta de valor. É mais um processo de excluir funcionalidades do que de criar funcionalidades.

Uma vez que você constrói o seu MVP, você precisa encontrar earlyadopters, gente disposta a pagar pela primeira versão e te ajudar fornecendo feedback sobre o seu produto. Com o aprendizado desses feedbacks, você vai conseguir validar ou invalidar hipóteses do seu modelo de negócios, priorizar os próximos passos do planejamento, realizar ajustes e implementar novas funcionalidades.

É normal que um MVP contenha erros e pequenos problemas. Na verdade é para isso que ele serve: para identificar os problemas do seu modelo de negócios. Essas descobertas podem inclusive indicar a necessidade de um pivô ou de reavaliar a ideia. Por isso que muitas vezes o MVP não é algo aberto ao público, e sim algo fechado para apenas alguns usuários convidados.

Por fim, existe uma confusão que vale a pena esclarecer: o MVP de um produto não é simplesmente o mínimo, ele deve ser o mínimo viável. Ele deve ser a versão mais enxuta possível do seu produto, mas ainda assim deve representar a sua proposta de valor, isto é, deve fazer o que sua empresa o propôs a fazer. É comum é acreditar que o MVP é sempre barato ou rápido de se implementar, mas isso não é verdade. Às vezes implementar o mínimo necessário pode ser caro e demorado. Tudo depende da sua proposta de valor.

MVP de Baixa Fidelidade (Lo-Fi)

Um MVP de baixa fidelidade é um tipo de MVP utilizado para validar premissas básicas e iniciais de um negócio: se a ideia é boa, se as pessoas pagariam o valor necessário, se a solução tem o formato ideal, etc. O MVP de baixa fidelidade pode ser uma apresentação de slides, um hotsite, um vídeo, uma landing page, ou qualquer outro esquema que possa apresentar rapidamente o produto aos potenciais clientes.

O exemplo mais famoso de MVP de baixa fidelidade é o do DropBox, que utilizou um vídeo para validar o conceito antes de começar a implementar o serviço.

MVP de Alta Fidelidade (Hi-Fi)

A versão de alta fidelidade de um MVP é uma implementação mais completa, mas ainda assim contém somente as funções centrais e necessárias. Um MVP de alta fidelidade pode ser um site com funcionalidades mínimas, uma empresa com produtos limitados, área de atendimento restrita, um jogo com apenas as primeiras fases, etc.

Um caso famoso é o da Zappos, que montou um protótipo de e-commerce com fotos de sapatos. A plataforma da Zappos era na verdade um site estático e seu fundador é que operava tudo sozinho e manualmente via e-mail e telefone.

Tipos de MVP

Um MVP pode ter qualquer formato e fica a seu critério decidir qual é a melhor maneira de testar as hipóteses do seu modelo de negócios. Entretanto, alguns formatos já são bem conhecidos:

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