Ramon Kayo

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Entusiasta dos pequenos negócios, mantém um pequeno negócio de desenvolvimento de sites e um espaço de coworking. Compartilha ideias de como ser mais criativo e produtivo.

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Minha ideia é boa? – Parte 1

Entenda como descobrir se sua ideia é boa ou não, avaliando o problema que ela resolve

Ramon KayoRamon Kayo

Todo mundo tem boas ideias de vez em quando, mas são poucas as vezes em que elas são colocadas em prática. Isso se dá, entre outras coisas, porque é muito difícil avaliar se uma ideia é realmente boa. Pensando nisso, desenvolvi um método de avaliação de oportunidade de negócio que chamo de Cubo de Oportunidade.

Normalmente temos ideias na forma de solução: um site que faz isso, um software para aquilo, um objeto nesse formato que faz isso, um serviço que funciona assim, etc. Isso é natural e é um exercício muito saudável. Mas se você realmente pensa em transformar a sua ideia em negócio, vale a pena lançar um olhar cético sobre todos os aspectos dela. E o primeiro passo para isso é entender que toda solução deve resolver um problema. Portanto você deve identificar qual problema a sua ideia resolve e quais são as características desse problema.

Entendendo um problema

Você deve tentar identificar qual é o tamanho do problema que você resolve, porque quanto maior o problema, maior a demanda por uma solução, e quanto maior a demanda por uma solução, maior tende a ser a oportunidade de negócio.

Normalmente o que se faz para descobrir o tamanho da problema são entrevistas. Pergunta-se aos potenciais clientes que nota eles atribuem ao problema numa escala de 0 à 10. O problema nisso é que as pessoas vão partir de critérios diferentes, por exemplo: Roberto deu 9 porque o problema realmente existe, enquanto Maria deu 8 porque o problema é muito grave. Isso acontece porque para Roberto, o máximo que um problema pode ser é muito incômodo, enquanto para Maria, nota 10 é equivalente a uma terceira guerra mundial.

Um dos objetivos do Cubo de Oportunidade é parametrizar a escala de problemas.

O primeiro passo para construir um Cubo de Oportunidade é avaliar o problema sob três aspectos: a gravidade do problema, a população afetada pelo problema e a frequência com que o problema ocorre. Para tal, desenhamos três eixos como mostra a figura abaixo:

Minha ideia é boa?

Cada um desses eixos receberá um valor de 1 a 3, de acordo com as características do problema. Essa atribuição deve ser feita baseada em definições. Você pode ver a escala com definições na figura a seguir:

Minha ideia é boa?

Você deve confrontar o seu problema com cada uma das definições e tentar encaixá-lo na escala de maneira apropriada.

Avaliando a Gravidade do seu problema

Gravidade do problema é o quanto ele precisa ser resolvido. Como todos os eixos da figura acima, a gravidade está dividida em uma escala que vai de 1 à 3, sendo 3 o mais grave.

Quando você for classificar seu problema nessa escala, lembre-se que desejos, necessidades e ameaças nem sempre são explícitas, por exemplo: a falta de contato social é uma ameaça, assim como a baixa auto-estima. Se você acha que o seu problema é intangível, consulte a pirâmide de Maslow ou a matriz de Manfred Max-Neef para conseguir classificar o seu problema.

Avaliando a População do seu problema

A População de um problema diz quantas pessoas são afetadas por ele, sendo 1 a menor população, e 3 a maior.

Avaliando a Frequência do seu problema

A frequência do problema diz respeito à quantidade de vezes que ele ocorre em um período de tempo. Na escala de frequência, 1 quer dizer pouco frequente, enquanto 3 significa muito frequente.

Calculando o volume do seu problema

Depois que você atribuir valores de 1 a 3 para cada um dos eixos, basta multiplicá-los entre si (gravidade x frequência x população). O resultado dessa operação será o que chamamos de volume do problema. No próximo post explicarei como esse número pode ser útil para medir a oportunidade de negócio, mas por ora, utilize paliativamente a seguinte escala:

E se estiver pronto, siga para a segunda parte: Minha ideia é boa? – Parte 2.

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